Já se pode reservar uma Saroléa Manx7!

Já se pode reservar uma Saroléa Manx7!

O fabricante belga Saroléa continua a trabalhar sem parar para colocar nas estradas a sua superdesportiva eléctrica, a Manx7. Depois de alguns anos a desenvolver esta proposta amiga do ambiente, e de participarem em eventos especiais como o TT Zero na Ilha de Man, chega a vez dos potenciais interessados na Manx7 poderem reservar uma das primeiras 250 unidades que serão fabricadas no primeiro lote.

Para o fazer, os clientes têm de se registar e pagar um valor de reserva de 5000 euros, que será descontado ao valor final da moto que dependerá de qual das três versões queremos na garagem:
– a primeira tem um conjunto de baterias de 14 kWh, com um preço de 42.975€

– a segunda, de 18 kWh, tem um preço de 46.280€

– a terceira, com baterias de 22 kWh tem um preço de 48.760€

Na sua versão mais potente, sendo que todas são fabricadas à mão, a Saroléa Manx7 oferece uma autonomia de 330 quilómetros, mas os responsáveis pela marca garantem que mesmo a versão de 14 kWh poder percorrer até 230 quilómetros antes de necessitar de recarregar as baterias.

Para conseguir a atenção dos motociclistas, a Saroléa não fez por menos, e esta Manx7 apresenta números e especificações técnicas que deixam qualquer motociclista satisfeito: o motor atinge os 150 kW, qualquer coisa como 204 cv, mas é o binário de 450 Nm que fará a diferença em relação às superdesportivas com motor a combustão, pois o binário, para além de atingir uma cifra bem elevada, está disponível desde as primeiras rotações e assim garante que a Manx7 é capaz de dizimar a concorrência em qualquer arranque.

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Para além destes números electrizantes, como boa superdesportiva que é, e porque estamos a falar numa moto de quase 50.000 euros, a Saroléa Manx7 possui ainda outras características muito interessantes!

Sem contar com opcionais como as jantes de fibra de carbono ou magnésio, conectividade com smartphones e outros dispositivos móveis, ou ainda esquemas de cores personalizados, a Manx7 conta de série com quadro monocoque em carbono, braço oscilante no mesmo material, suspensões da Öhlins (FGRT-200 à frente, TTX36 atrás), jantes OZ Racing Gass-R em alumínio forjado e também travões a cargo da Beringer, com pinças frontais radiais Aerotec, de quatro pistões, a garantirem que a Manx7 consegue parar em segurança mesmo quando atinge a velocidade máxima de 240 km/h.

Infelizmente a Saroléa não divulgou ainda, por exemplo, o peso do conjunto, um dos maiores problemas das motos eléctricas em comparação com as rivais a combustão. Mas refere que será “leve”.
Outro problema que a marca belga tem, e que inclusivamente terá levado a Dorna a preferir os italianos da Energica para fornecer as motos da nova Taça do Mundo FIM Moto-e, é a fraca, ou nenhuma presença no mercado. E aqui falamos principalmente na Europa e Estados Unidos.

Sem concessionários ainda disponíveis para dar a assistência que possa vir a ser necessária, os potenciais interessados em ter uma Manx7 poderão vir a encontrar alguns problemas em conseguir ajuda, caso ocorra algum problema com a superdesportiva.

Tendo em conta estes dados e características, será que o pequeno fabricante belga Saroléa conseguirá vingar num mercado altamente competitivo, tendo em conta que os grandes fabricantes estão a começar a colocar nas estradas motos com motores amigos do ambiente?

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