Teste capacete Schuberth SR2

Teste capacete Schuberth SR2

O capacete mais desportivo da Schuberth foi posto à prova ao longo de dois anos.

Parece que foi ainda ontem que a Schuberth revelou ao mundo o seu segundo capacete para uso mais desportivo, o SR2. Mas na realidade, a marca alemã apresentou o sucessor do SR1 há já mais de dois anos, em finais de 2015, no Salão de Milão EICMA. Foi pouco depois que chegou às minhas mãos, ou melhor, à minha cabeça, e desde então tem sido posto à prova quer em pista, quer em estrada.

Tendo eu utilizado e abusado da versão anterior, o SR1 durante mais de três anos, um capacete com o qual fiquei muito satisfeito, estava curioso por perceber se a Schuberth tinha conseguido melhorar aquele que já era, para mim, um dos melhores capacetes desportivos.

Quando recebi o SR2 e o retirei da caixa, fiquei imediatamente satisfeito por perceber que alguns dos pontos que achava menos positivos no SR1 tinham sido alterados, nomeadamente o “spoiler” ajustável ou a abertura de ventilação frontal com três posições que permitia escolher por onde queríamos receber ar fresco no interior do SR1.

A Schuberth percebeu que esses detalhes eram mais importantes do ponto de vista do marketing

Do que numa utilização no mundo real, por isso o “spoiler” traseiro é agora fixo, e em conjunto com dois pequenos deflectores laterais, garante que uma maior estabilidade a velocidades elevadas.

De facto, a estabilidade acima dos 250 km/h é assinalável, e nem mesmo em motos com menos protecção aerodinâmica sinto problemas de maior.

A ventilação frontal na zona do queixo é agora de duas posições apenas, aberto ou fechado, perdendo o sistema de três posições do SR1, que permitia desviar o ar por diversos canais inseridos na calota como acontecia .

As duas entradas de ar superiores têm agora um mecanismo mais fácil de utilizar com luvas, e que desliza mais facilmente para a posição pretendida.

De facto, só mesmo nos dias mais frios é que a viseira fica embaciada, mas a colocação do “pinlock” resolve o problema.

Nos dias mais quentes, a excelente ventilação ajuda a manter a temperatura interior em níveis aceitáveis, embora o tecido do forro interior seja por natureza um pouco mais quente do que se encontra na concorrência.

Por falar em forro interior, e após dois anos de utilização, onde destaco as várias vezes que o utilizei intensivamente em pista, o tecido mantém-se impecável e sem cheiro de humidade devido ao uso.

As esponjas laterais do forro mantêm a sua forma inicial e não ganharam folgas.

De destacar o facto do SR2 ser um capacete esguio/oval, ou seja, as esponjas apertam mais as bochechas do que o normal, mas sem que se tornem incómodas. Por esta razão muitos motociclistas não se adaptam ao SR2, mas para mim isso nunca foi um problema.

capacete Schuberth SR2

O SR2 é um capacete com uma abertura reduzida, fruto do design aerodinâmico da calota e porque as esponjas interiores são algo volumosas, o que, se por um lado garante um melhor ajuste ao pescoço e à cabeça, por outro dificulta a colocação do capacete.

No entanto, o ponto mais negativo que tenho a apontar ao forro são as partes reflectoras nas laterais frontais. Não só ficam sujas com facilidade, conforme se pode perceber pelas fotos, mesmo tendo todos os cuidados do Mundo e limpando várias vezes com um panos húmidos, como também criam um reflexo na viseira que, não raras vezes, causa problemas de visibilidade.

Em termos de visibilidade, o Schuberth SR2 conta com um campo visual bastante generoso, e mesmo quando fico escondido por detrás do vidro da moto, consigo visualizar a estrada ou a pista à minha frente sem qualquer problema, até porque o SR2 conta com um recorte na traseira que garante um melhor ajuste ao pescoço, ou aos blusões e fatos com bossa aerodinâmica.

Confortável, tendo em conta que é um capacete desportivo, o SR2 não é dos capacetes mais leves do segmento. As 1300 gramas notam-se quando o temos na mão, mas na cabeça parece sentir-se mais leve do que o peso anunciado leva a crer, e por exemplo, ao final de um dia em pista, em que o esforço é maior, nunca senti o pescoço dorido por causa do peso ligeiramente superior do SR2.

A qualidade dos materiais utilizados é muito boa, para não dizer excelente. Já referi o facto do tecido do forro manter um aspecto practicamente igual a novo, mas também a pintura mostra ser bastante resistente aos impactos das pedras. Nisso, e em comparação com o anterior SR1, a Schuberth deu um significativo salto qualitativo, e com dois anos de uso, o SR2 não tem qualquer risco que se note.

capacete Schuberth SR2

Outro ponto positivo a destacar no SR2 é a protecção acústica. É muito boa sem reduzir em demasia o ruído exterior, e por isso consigo sempre aperceber-me quando estou mais perto de outro veículo na estrada, garantido que tenho uma maior percepção do que se passa à minha volta.

A viseira é sempre um dos temas a falar, e no caso do SR2 deixo-a para último neste teste. Não que seja má, bem pelo contrário, pois não causa distorção das formas dos objectos à nossa frente, é fácil de remover através do sistema “quick release”, e fica bem ajustada quando em posição totalmente fechada.

Destaco ainda que a Schuberth modificou a viseira em comparação à do SR1, tendo agora pequenas saliências, uma de cada lado, que a permitem abrir ou fechar seja com a mão esquerda, seja com a mão direita.

Veredicto sobre o capecete Schuberth SR2
Como já referi, fui um apreciador das muitas qualidades do SR1. Mas a Schuberth voltou a conseguir impressionar-me, pela positiva, com o SR2.

Tanto em termos da qualidade dos materiais, como a viseira fácil de remover e sem distorção visual, sem esquecer a muito boa ventilação e insonorização, o SR2 justifica em pleno o seu preço.

Não se trata de um capacete apenas para uso em pista, pois a Schuberth conseguiu encontrar um bom compromisso que o torna interessante também para as necessidades dos motociclistas que andam na estrada. A Schuberth está de parabéns!

capacete Schuberth SR2

Destaques técnicos do Schuberth SR2:
Aerodinâmica optimizada com utilização de “spoiler” traseiro, fixo;
Viseira 2D, com sistema de remoção “quick release”, que garante uma visibilidade excelente;
Secção traseira inferior recortada para melhor ajuste ao pescoço em posição de condução desportiva;
Ventilação frontal com três zonas de entrada de ar;
Sistema de fecho em duplo D;
Peso de 1300 gramas (tamanho M);
Disponível nos tamanhos do XS ao XXL;
Decorações: 8 decorações com gráficos, 2 versões de cor lisa;
Preço: 649,00 € (cores lisas), 729,00 € (com decoração).

fonte: Andar de Moto

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